Parker Solar Probe: a sonda que está desvendando os segredos do Sol
A Parker Solar Probe, missão da NASA lançada em 2018, continua a fazer história ao registrar dados inéditos e imagens impressionantes do Sol. Em suas últimas aproximações, a sonda se tornou o objeto mais veloz já construído pelo ser humano e revelou detalhes cruciais sobre a origem e o comportamento do vento solar.
Aproximação recorde
No fim de 2024, a Parker atingiu sua órbita mais próxima até agora: apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar. Para realizar esse feito, a nave alcançou a velocidade de 690 mil km/h, quebrando o recorde absoluto de velocidade espacial. Essa proximidade extrema permitiu observações diretas da coroa solar, região que intriga cientistas há décadas por ser centenas de vezes mais quente que a superfície visível do Sol.
Imagens inéditas
Com o instrumento WISPR (Wide-Field Imager for Solar Probe), a Parker registrou as imagens mais próximas do Sol já feitas, mostrando estruturas da coroa com riqueza de detalhes. Entre as descobertas estão os chamados switchbacks magnéticos — distorções em “zigue-zague” no campo magnético solar que desempenham papel essencial na formação do vento solar.

Em 8 de novembro, a Parker Solar Probe estava a aproximadamente 27,2 milhões de quilômetros da superfície do Sol quando registrou esta imagem. O ponto brilhante próximo ao centro é o planeta Júpiter, enquanto as manchas escuras visíveis resultam do processo de correção de fundo. — Foto: NASA/NRL/Parker Solar Probe
Dois tipos de vento solar
As observações confirmaram a existência de dois tipos de vento solar lento:
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Um com forte atividade magnética, associado a regiões abertas da coroa;
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Outro com características diferentes, ligado a estruturas conhecidas como helmet streamers.
Esses dados ajudam a entender como diferentes regiões do Sol contribuem para a variabilidade do vento solar que atinge a Terra.
Ciência e impacto
A missão já comprovou a existência de uma zona de transição magnética onde o vento solar ganha aceleração e energia, além de revelar novos padrões de turbulência em seu interior. Tais informações são fundamentais para prever tempestades solares capazes de afetar satélites, redes elétricas, sistemas de comunicação e até futuras missões tripuladas ao espaço profundo.

Resistência em condições extremas
Apesar da intensidade de radiação e calor próximos ao Sol, a sonda segue funcionando perfeitamente, graças ao escudo térmico desenvolvido especialmente para suportar temperaturas elevadíssimas.
O futuro da missão
Nos próximos anos, a Parker Solar Probe fará novas órbitas ainda mais próximas, prometendo revelar mais respostas — e talvez novas perguntas — sobre o astro que sustenta a vida na Terra.
Com cada registro, a sonda nos aproxima de um conhecimento mais profundo sobre o funcionamento do Sol e seus efeitos em todo o Sistema Solar.

